21/04/2020

Linguagem Infantil

DICA 2: Alimentação e Linguagem – Como trabalhar?

A alimentação é uma variável importante ao longo do desenvolvimento infantil. A variedade, cor, qualidade e quantidade de alimentos está relacionada a qualidade de vida. Ou seja, os aspectos nutricionais estão diretamente relacionados à saúde (crescimento, cognição e disposição). Contudo, algumas crianças apresentam aversão ou apenas negação à alguns alimentos. Mas por que isto acontece?

O momento da refeição pode ser encarado como um obstáculo para muitas famílias. As queixas relacionadas a seletividade alimentar são frequentemente apontadas aos fonoaudiólogos.

Assim, durante as últimas décadas, diferentes estudos buscam as características relacionadas às dificuldades alimentares ou seletividade alimentar. Embora ainda não haja um consenso, entendemos que alguns desses fatores relacionam se à aspectos orgânicos, sensoriais e comportamentais.

Algumas famílias podem estar habituadas à estas dificuldades, porém outros pais podem ter encontrado novas dificuldades ou as notado neste período de quarentena. Afinal, a mudança de rotina de modo repentino pode ser um agravo.

Durante as atividades diárias é possível adentrar neste universo desconhecido junto com a criança. A produção de alimentos ou receitas pode ser um ponto favorável para uma melhora na alimentação.


Mas como inserir as crianças?

O preparo de refeições em conjunto com as crianças pode ser uma estratégia muito rica. Isto não somente para as crianças com dificuldades, mas também para crianças em processo de aprendizagem. Durante este momento é possível abordar a aquisição de diferentes habilidades como: troca de turno, noção de sequências, quantidades e vocabulário.

E o que é troca de turno? A troca de turno é a capacidade de esperar a vez do outro, ou seja, nessas situações os pais podem trabalhar com as crianças que cada um irá colocar um ingrediente de cada vez (“Agora é minha vez…. sua vez”). Assim, a criança irá entender que cada um tem a sua vez e ela deve esperar o seu momento.

Como trabalhar a quantidade? As crianças podem ser as responsáveis por verificar as medidas necessárias e buscar a quantidade de itens (ex. “Precisamos de 3 ovos e 5 colheres de açúcar). Enquanto as crianças menores podem ajudar na adição dos ingredientes e contarem juntos as quantidades (1…2…3 xícaras de farinha).

Reforçando o vocabulário? Explorar os diferentes contextos em que os novos vocábulos podem ser utilizados é essencial para promover a repetição dessas palavras e a inserção no vocabulário das crianças. Assim, por meio da repetição e através de perguntas que as repostas não sejam “sim” ou “não” pode-se garantir a compreensão do novo aprendizado.


Utilizando a rotina familiar

Todas as crianças podem colocar a “mão na massa”!

 Ainda, para cada faixa etária podemos pensar em auxílios que os pequenos possam oferecer. As crianças mais novas conseguem auxiliar na montagem de pratos, fazendo desenhos com os alimentos. Enquanto os mais velhos são capazes de ajudar no corte dos alimentos (sob supervisão), medidas e até seguindo os passos da receita. Desta forma, quanto maior o envolvimento das crianças no preparo das refeições, mais provável será o interesse pelo alimento.

Através de estratégias como essa, os familiares irão proporcionar momentos de interação social durante a própria rotina. Além de trabalhar objetivos terapêuticos que são essenciais, principalmente para as crianças que apresentam dificuldades alimentares. Portanto, esta é a hora para abordar a apresentação de diferentes alimentos, consistências e texturas.


RECEITA PARA FAZER COM CRIANÇAS

 

Deixe um Comentário

error: